Você sabe plantar bananeira?
A bananeira, que é carinhosamente chamada de Musa Sapientum pelos mais íntimos, os biólogos, foi assim batizada por ser considerada “A árvore dos sábios” por algum povo, de algum lugar e em algum momento da história. O porquê disso é claro que não sei, só sei que essa árvore emprestou seu nome ao ato de nós, Homo sapiens, ficarmos de cabeça pra baixo equilibrando o corpo sobre as mãos. O vulgo, plantar bananeira. Creio que esta associação de nomes já tenha sido inspiração da tal musa sábia.
Quando crianças eu e meu irmão gostávamos tanto de plantar bananeira que chegávamos a passar horas por dia de cabeça pra baixo, andando com as mãos. Em virtude desta habilidade ouvíamos nossa mãe dizer que o treino do equilíbrio físico das crianças poderia proporcionar um maior equilíbrio sócio-emocional aos indivíduos adultos que um dia viríamos a nos tornar (sim ela também divaga). Claro que pra nós, no auge da maturidade dos 10 anos de idade achávamos aquilo um belo blá blá blá sem sentido.
Anos mais tarde ainda cultivava aquele hábito de plantar bananeira como uma forma de nostalgia, de lembrar a infância, espairecer. Servia também para pensar na vida e tentar encarar os problemas de um ângulo diferente. Funciona! Eis que certa vez plantando bananeira comecei a matutar sobre como se chega ao equilíbrio e foi então que a ficha caiu. Minha mãe estava certa. Não que me considere equilibrado, longe disso, mas percebi que o equilíbrio é o mesmo em qualquer lugar e funciona sempre da mesma forma.
Tentar ficar parado de cabeça pra baixo, sem andar com as mãos, é algo bem trabalhoso, pois implica na busca pelo ponto de equilíbrio. Teoricamente é fácil já que sabemos que ele está bem no meio, mas para chegar a ele é preciso colocar todo o peso do corpo no mesmo eixo e isso exige muita força, concentração e um trabalho conjunto de toda musculatura do corpo. Todas as articulações precisam estar alinhadas. Dos pulsos aos cotovelos, ombro e pescoço, cada vértebra da coluna, quadril, joelhos e por fim os tornozelos.
O legal é quando se chega, é uma sensação única. Quando depois de muita luta consegue se colocar toda a massa corporal encaixada e equilibrada não é preciso mais fazer força alguma, o equilíbrio por si só é capaz de se manter. Enquanto para se chegar é preciso um esforço hercúleo, para se manter é preciso apenas fazer pequenas correções utilizando os punhos, ou seja, somente a primeira articulação e fazendo movimentos bem leves.
Nesta hora do equilíbrio a Musa sapientum tem mais uma lição: É fundamental que toda a força física aplicada para se equilibrar deva ser trocada por concentração se quiser manter-se equilibrado. Mesmo sem fazer força o corpo tende a sair do equilíbrio por uma mínima desatenção. Se numa fração de segundo o dedo do pé for pra frente sem você perceber ou o braço sem querer, dobrar. Pronto, lá se foi o ponto do equilíbrio. Agora começa novamente a batalha para reencontrá-lo. Como sabemos que chegar exige força, recarregar as baterias enquanto estamos gozando da tranqüilidade do equilíbrio é válido, precisaremos desta energia para trazer tudo de volta pro lugar.
Traçar um paralelo com o esforço de se manter equilibrado diariamente é com cada um. O pé que sem querer te tira da linha pode ser aquela palavra raivosa que podia ter sido evitada. O braço que por falta de força dobra pode ser aquele mau hábito que quase ficou pra trás, mas ainda tá só no quase. Enfim, o bom é que a natureza, mesmo na forma de uma sábia musa bananeira pode estar sempre nos dando lições e nós, mesmo que na forma de um criativo post perdido no mundarel da internet podemos, literalmente, desfrutar.
Esse post ficou “embananado”! Rá!
hehehehe
A pergunta que não quer calar é……
Será que o sedentarismo e o toda essa ginastica mental de programador ainda lhe permite realizar a Musa Sapientum???????
hehehe
Eu ainda consigo
Em dezembro vamos ver…
Aí vai uma dica pra ilustrar esse belo texto:
Você pode trinar de novo pra entrar no casamento ao melhor estilo musa sapientum….
Olha ô… gostei da idéia desse texto. Me lembrou de algumas vezes que divagamos, eu, vc e seu irmão mané. C é bem beatinho mas achei legal. Monstrinho.
mané är mormor